Varizes e circulação venosa

Laser transdérmico para vasinhos e pequenas veias

O laser transdérmico aplica energia através da pele para tratar vasos selecionados. Pode ser utilizado isoladamente ou em associação à escleroterapia. A escolha considera características dos vasos, da pele e do plano de tratamento.

Conteúdo revisado por Dr. Gustavo Resstel em 23 de setembro de 2026.

Quais problemas são avaliados

O laser transdérmico é usado em telangiectasias (vasinhos) e veias reticulares de pequeno calibre nas pernas. Pode ser uma opção para vasos que responderam pouco às aplicações ou para quem prefere evitar injeções, quando o tipo de vaso permite o uso isolado do laser.

Em vídeo

Vídeo · 29 sComo o laser transdérmico age nos vasinhosExplicação em 30 segundos de como a luz do laser atua dentro do vaso.

Quando a avaliação pode ajudar

  • Vasinhos vermelhos ou arroxeados nas pernas.
  • Veias reticulares de pequeno calibre.
  • Vasinhos que persistiram após escleroterapia.

Como funciona

O aparelho emite luz de comprimento de onda específico, que atravessa a pele e é absorvida pelo sangue dentro do vaso. Essa energia gera calor, que leva ao fechamento do vaso; depois, ele é absorvido gradualmente pelo organismo.

Durante a aplicação, a pele é resfriada para protegê-la e reduzir o desconforto. Quando usado isoladamente, o laser não envolve agulhas. Quando associado à escleroterapia, a sessão inclui também aplicações com agulhas finas.

O laser transdérmico é diferente do laser endovenoso, em que uma fibra é posicionada dentro da veia. O desenho abaixo mostra a diferença.

Laser transdérmico: a energia é aplicada sobre a pele e atinge vasos superficiais.aparelho sobre a pelevasinho superficialveia mais profunda (não é o alvo)
Laser transdérmico Energia aplicada através da pele, voltada a vasinhos e pequenas veias.
Laser endovenoso: uma fibra fina é posicionada dentro da veia doente, guiada por ultrassom.punção e fibraponta da fibra dentro da veia
Laser endovenoso Uma fibra é posicionada dentro de determinadas veias com refluxo, para fechá-las por dentro.

Ilustração esquemática, sem escala.

Avaliação antes do tratamento

Na consulta, avalia-se o tipo e a profundidade dos vasos, o tom de pele (fototipo) e a exposição solar recente, pois peles bronzeadas ou mais escuras exigem ajustes e cuidados adicionais. Quando há sinais de varizes maiores ou refluxo nas safenas, o ultrassom com Doppler, feito na própria consulta, ajuda a decidir se é preciso tratar primeiro a origem do problema.

Benefícios e limitações

Benefícios possíveis

  • Quando usado isoladamente, não utiliza agulhas nem medicamentos injetáveis.
  • Procedimento de consultório.
  • Pode tratar vasos que não responderam bem a outras técnicas.

Limitações

  • Os resultados são graduais e costumam exigir mais de uma sessão.
  • Pele bronzeada e fototipos mais altos exigem ajustes ou podem contraindicar a aplicação naquele momento.
  • Não trata a causa quando os vasinhos são alimentados por varizes maiores.
  • Não impede o surgimento de novos vasinhos.

Riscos e cuidados

Riscos possíveis

  • Vermelhidão, inchaço discreto e sensação de calor após a sessão.
  • Pequenas crostas ou bolhas no local.
  • Manchas mais escuras ou mais claras na pele, geralmente temporárias.
  • Raramente, queimaduras ou cicatrizes.

Cuidados

  • Seguir as orientações sobre sol e bronzeamento antes e depois das sessões.
  • Não remover crostas.
  • Informar uso de medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz.

Os riscos variam conforme cada pessoa e são discutidos individualmente na consulta.

Recuperação e acompanhamento

A pele pode ficar avermelhada ou com pequenas marcas por alguns dias ou semanas, e a evolução varia de pessoa para pessoa. A proteção solar é um dos cuidados orientados após o tratamento. O resultado é avaliado nos retornos, quando se decide sobre sessões adicionais.

Alternativas discutidas na consulta

  • Escleroterapia com medicamento líquido.
  • Associação de laser e escleroterapia na mesma sessão.
  • Acompanhamento, sem tratamento.

Perguntas frequentes

O laser transdérmico é o mesmo que o laser endovenoso?

Não. O transdérmico age através da pele, em vasinhos e pequenas veias. O endovenoso usa uma fibra posicionada dentro de determinadas veias com refluxo, como a safena, para fechá-las por dentro.

O laser dói?

A sensação costuma ser descrita como pequenos estalos de calor na pele. O resfriamento durante a aplicação ajuda a tornar o procedimento mais tolerável, mas a percepção varia.

O tratamento combinado com escleroterapia usa agulhas?

Sim. Na associação, além do laser, há aplicações de medicamento com agulhas finas.

Posso tomar sol depois do laser?

A exposição solar deve ser evitada no período orientado pela equipe, pois aumenta o risco de manchas.

Este conteúdo tem finalidade educativa. A indicação de exames e tratamentos depende de avaliação médica individual.

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