Escleroterapia para vasinhos e veias reticulares
A escleroterapia utiliza aplicações de medicamento em vasos selecionados. O planejamento considera o tipo de vaso, a extensão da área e a avaliação da circulação. O número de sessões e a resposta variam de pessoa para pessoa.
Conteúdo revisado por Dr. Gustavo Resstel em 23 de setembro de 2026.
Quais problemas são avaliados
A escleroterapia é usada principalmente em telangiectasias — os vasinhos finos, avermelhados ou arroxeados — e em veias reticulares, azuladas e um pouco mais calibrosas, que muitas vezes alimentam esses vasinhos.
Esses vasos costumam ter impacto principalmente estético, mas em algumas pessoas podem estar associados a ardor, coceira ou desconforto local.
Quando a avaliação pode ajudar
- Vasinhos visíveis nas pernas que incomodam.
- Veias reticulares azuladas, especialmente nas coxas e atrás dos joelhos.
- Ardor ou desconforto localizado sobre os vasinhos.
- Vasinhos remanescentes após outros tratamentos de varizes.
Como funciona
Com agulhas muito finas, o médico aplica dentro do vaso uma substância esclerosante. Ela age na parede interna da veia, que se fecha e, com o tempo, é absorvida pelo organismo. O sangue passa a circular por outras veias.
A substância e a técnica são escolhidas conforme o tipo de vaso e o perfil de cada paciente. As aplicações são feitas no consultório, sem anestesia; é comum sentir picadas e algum ardor durante o procedimento.
O tratamento costuma ser planejado em etapas, e a necessidade de novas sessões é avaliada conforme a resposta de cada uma.
Avaliação antes do tratamento
Antes de iniciar, é importante verificar se os vasinhos não estão relacionados a varizes maiores ou a refluxo nas veias safenas. Por isso, a consulta inclui exame das pernas e, quando há sinais de doença venosa mais extensa, ultrassom com Doppler, feito no próprio atendimento.
Também são revisados alergias, medicamentos em uso, histórico de trombose, gestação e amamentação, que podem modificar a indicação ou o momento do tratamento.
Benefícios e limitações
Benefícios possíveis
- Procedimento feito no consultório, sem incisões.
- Melhora progressiva da aparência dos vasos tratados.
- Pode ser associada a outras técnicas, conforme o planejamento.
Limitações
- Os resultados são graduais e o número de sessões varia.
- Não impede o surgimento de novos vasinhos no futuro.
- Alguns vasos respondem melhor a outras técnicas ou a combinações.
Riscos e cuidados
Riscos possíveis
- Hematomas e pequenas manchas avermelhadas no local das aplicações, geralmente transitórios.
- Escurecimento da pele sobre o trajeto do vaso, que pode levar meses para clarear.
- Surgimento de uma rede de vasinhos muito finos ao redor da área tratada.
- Inflamação localizada da veia (flebite superficial).
- Raramente, pequenas lesões de pele, reações alérgicas ou trombose.
Cuidados
- Seguir as orientações sobre exposição solar das áreas tratadas.
- Usar compressão apenas se e pelo tempo indicado pelo médico.
- Avisar a equipe se surgir dor forte, vermelhidão extensa ou ferida no local.
Os riscos variam conforme cada pessoa e são discutidos individualmente na consulta.
Recuperação e acompanhamento
Em geral, a pessoa retoma a rotina pouco depois da sessão, com as orientações recebidas. As marcas das aplicações costumam melhorar ao longo de semanas, e o resultado é avaliado nos retornos, quando se decide sobre novas aplicações. O intervalo entre sessões é definido individualmente.
Alternativas discutidas na consulta
- Laser transdérmico, isolado ou associado à escleroterapia.
- Escleroterapia com espuma, para veias selecionadas.
- Acompanhamento, sem tratamento, quando o incômodo é pequeno.
Perguntas frequentes
O que posso sentir na aplicação?
A maioria das pessoas descreve picadas e um leve ardor durante as aplicações. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa e conforme a substância utilizada.
Como é estimado o número de sessões?
Após a avaliação, é possível propor um plano inicial, considerando a quantidade e o tipo de vasos. Esse plano é revisto conforme a resposta de cada sessão, por isso não há número fechado.
Quando o resultado é avaliado?
Os vasos tratados costumam clarear ao longo de semanas. A avaliação do resultado e a decisão sobre novas sessões são feitas nos retornos.
Quais cuidados são orientados após o tratamento?
Os cuidados mais comuns envolvem proteção solar das áreas tratadas e, em alguns casos, uso de compressão. As orientações são individuais e entregues pela equipe após cada sessão.
Posso fazer escleroterapia durante a gestação ou a amamentação?
Essa situação é avaliada com cuidado, considerando a substância e o momento. Em muitos casos, o tratamento estético é adiado. Converse com a equipe na consulta.
Este conteúdo tem finalidade educativa. A indicação de exames e tratamentos depende de avaliação médica individual.