Doenças arteriais

Avaliação e tratamento de aneurismas

Aneurismas são dilatações de artérias. A avaliação considera a localização, o tamanho, a evolução, os sintomas e as condições de saúde. Conforme o caso, o cuidado pode incluir acompanhamento ou tratamento por diferentes técnicas.

Conteúdo revisado por Dr. Gustavo Resstel em 23 de setembro de 2026.

Quais problemas são avaliados

O aneurisma é uma dilatação permanente de uma artéria. O local mais comum é a aorta abdominal, mas aneurismas também podem ocorrer nas artérias ilíacas, na aorta torácica e nas artérias atrás do joelho (poplíteas), entre outras. Cada localização tem características e formas de tratamento próprias.

Muitos aneurismas não causam sintomas e são descobertos em exames feitos por outros motivos. Dependendo da localização, os riscos envolvem crescimento e ruptura ou formação de coágulos que prejudicam a circulação.

Quando a avaliação pode ajudar

  • Aneurisma identificado em ultrassom, tomografia ou outro exame.
  • Aneurisma em acompanhamento que apresentou crescimento.
  • Familiares de primeiro grau com aneurisma de aorta ou outros fatores de risco, para discutir rastreamento.

Como funciona

Acompanhar ou intervir. A primeira decisão é se o aneurisma deve ser acompanhado com exames periódicos ou tratado. Isso depende da localização, do tamanho, da velocidade de crescimento, do formato, dos sintomas e da saúde geral. Muitos aneurismas pequenos são apenas acompanhados.

Tratamento endovascular. Em aneurismas selecionados, uma endoprótese, tubo de tecido especial sustentado por estrutura metálica, é levada até o local por dentro das artérias, a partir de acessos na virilha. O objetivo é excluir o aneurisma do fluxo principal de sangue. Após o procedimento, o controle por imagem é necessário para confirmar a posição da endoprótese e a evolução do aneurisma.

Cirurgia aberta. Em outros casos, o segmento dilatado é substituído por uma prótese por meio de cirurgia convencional.

A escolha entre as técnicas depende da anatomia, da idade, das condições de saúde e da possibilidade de manter o acompanhamento.

Avaliação antes do tratamento

A angiotomografia costuma ser o principal exame para medir o aneurisma e planejar o tratamento; o ultrassom é muito usado no acompanhamento. São avaliados também o coração, os pulmões e a função dos rins.

Benefícios e limitações

Benefícios possíveis

  • O tratamento, quando indicado, reduz o risco de complicações do aneurisma.
  • A técnica endovascular é feita por pequenos acessos, sem abrir o abdome, em casos adequados.
  • A cirurgia aberta é uma alternativa durável quando a anatomia não favorece a técnica endovascular.

Limitações

  • Nem todos os aneurismas têm anatomia adequada para a técnica endovascular.
  • Após a endoprótese, o acompanhamento com exames de imagem é contínuo.
  • Em alguns casos, são necessários procedimentos adicionais ao longo dos anos.

Riscos e cuidados

Riscos possíveis

  • Após a endoprótese, pode haver vazamento de sangue para dentro do aneurisma (endoleak), que exige vigilância e, às vezes, tratamento.
  • Deslocamento ou obstrução de ramos da endoprótese.
  • Complicações nos acessos, como hematoma ou lesão arterial.
  • Alteração da função dos rins pelo contraste.
  • Complicações cardíacas ou de outros órgãos, e riscos próprios da cirurgia aberta, discutidos em cada caso.

Cuidados

  • Realizar os exames de controle nas datas indicadas, mesmo sem sintomas.
  • Controlar a pressão arterial e parar de fumar.
  • Procurar atendimento imediato em caso de dor abdominal ou lombar intensa em quem tem aneurisma conhecido.

Os riscos variam conforme cada pessoa e são discutidos individualmente na consulta.

Recuperação e acompanhamento

A internação e o retorno às atividades dependem da técnica e da evolução. Em qualquer caso, o acompanhamento com exames de imagem continua após o tratamento, em intervalos definidos pelo médico.

Alternativas discutidas na consulta

  • Acompanhamento com exames periódicos.
  • Tratamento endovascular.
  • Cirurgia aberta.

Perguntas frequentes

Todo aneurisma precisa ser operado?

Não. Muitos aneurismas pequenos são acompanhados com exames periódicos. O tratamento é considerado conforme localização, tamanho, crescimento e sintomas.

Todo tratamento de aneurisma é feito com endoprótese?

Não. Dependendo da localização e da anatomia, o tratamento pode ser endovascular ou por cirurgia aberta.

Depois da endoprótese, preciso continuar fazendo exames?

Sim. O controle por imagem é necessário para confirmar a posição da endoprótese e a evolução do aneurisma ao longo do tempo.

Este conteúdo tem finalidade educativa. A indicação de exames e tratamentos depende de avaliação médica individual.

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