Oxigenoterapia hiperbárica
A oxigenoterapia hiperbárica é realizada em câmara pressurizada, com acompanhamento de equipe especializada. Pode integrar o cuidado em situações clínicas selecionadas, conforme avaliação médica, e não substitui o tratamento da causa da ferida.
Conteúdo revisado por Dr. Gustavo Resstel em 23 de setembro de 2026.
Quais problemas são avaliados
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma terapia complementar. Ela pode ajudar em situações em que a falta de oxigênio nos tecidos dificulta a cicatrização, mas não substitui o tratamento da causa da ferida.
Pode ser considerada em algumas situações selecionadas, como determinadas feridas do pé diabético, lesões tardias de radioterapia e certas infecções de partes moles ou ósseas, conforme critérios clínicos e regras vigentes.
Quando a avaliação pode ajudar
- Ferida do pé diabético que não evolui apesar do tratamento adequado da causa.
- Lesões tardias de radioterapia.
- Outras situações selecionadas, após avaliação médica.
Como funciona
As sessões são realizadas em serviço de medicina hiperbárica habilitado, não no consultório. A pessoa respira oxigênio a 100% dentro de uma câmara, sob pressão maior do que a atmosférica, o que aumenta a quantidade de oxigênio que chega aos tecidos.
A duração e o número de sessões são definidos pela equipe do serviço hiperbárico, conforme a indicação e a evolução.
Há três etapas diferentes: a consulta vascular, que avalia a ferida, a circulação e se a terapia faz sentido no plano de cuidado; a indicação, confirmada também pela equipe de medicina hiperbárica; e a realização das sessões, no serviço habilitado, com acompanhamento dessa equipe.
Avaliação antes do tratamento
Antes da indicação, é necessário entender a causa da ferida e avaliar a circulação arterial, que pode precisar ser tratada primeiro. A equipe de medicina hiperbárica faz uma avaliação própria, que inclui ouvidos, pulmões, histórico de convulsões, claustrofobia e medicamentos em uso.
Benefícios e limitações
Benefícios possíveis
- Pode favorecer a cicatrização em situações selecionadas, como parte de um tratamento completo.
- Procedimento não invasivo.
Limitações
- É complementar e não resolve feridas cuja causa não foi tratada.
- Exige várias sessões e disponibilidade de tempo.
- A cobertura por planos de saúde depende das indicações previstas e das regras de cada operadora.
Riscos e cuidados
Riscos possíveis
- Desconforto ou lesão nos ouvidos e seios da face pela variação de pressão.
- Alteração visual temporária.
- Ansiedade ou claustrofobia durante a sessão.
- Raramente, convulsão relacionada ao oxigênio.
- Contraindicada em algumas condições, avaliadas antes do início.
Cuidados
- Informar todos os medicamentos em uso e doenças respiratórias.
- Seguir as regras de segurança do serviço hiperbárico.
- Manter os cuidados com a ferida e o controle de doenças associadas.
Os riscos variam conforme cada pessoa e são discutidos individualmente na consulta.
Recuperação e acompanhamento
Em geral, a pessoa retoma suas atividades após cada sessão, conforme orientação do serviço. A resposta da ferida é acompanhada ao longo do tratamento, e a continuidade das sessões pode ser revista de acordo com a evolução.
Alternativas discutidas na consulta
- Tratamento da causa da ferida, como compressão, revascularização e controle do diabetes.
- Cuidados locais especializados com curativos.
- Outras terapias complementares, conforme o caso.
Perguntas frequentes
A oxigenoterapia hiperbárica serve para qualquer ferida?
Não. É uma terapia complementar, indicada em situações específicas e sempre associada ao tratamento da causa da ferida.
As sessões são feitas no consultório?
Não. As sessões acontecem em serviços de medicina hiperbárica equipados com câmara. O cirurgião vascular avalia a ferida e a circulação e acompanha o tratamento da causa.
A terapia tem riscos?
Sim. Os mais comuns envolvem os ouvidos e os seios da face pela variação de pressão. Por isso há avaliação prévia e orientação da equipe durante as sessões.
Este conteúdo tem finalidade educativa. A indicação de exames e tratamentos depende de avaliação médica individual.